janeiro 08, 2010

A dor existente não é nada comparada a tua respiração por sobre meu corpo. Quente, Molhado, Borbulhante. Morde, e eu deixo gemer. Treme, e eu imploro repentinamente: força, meu homem. A cada toque em tuas brasas eu transpiro e procuro algo abstrato para me segurar nesse momento de movimentos avassaladores. Encontro. Arrepios mais cortantes sempre se revelam quando estou exatamente assim: entranhada em teus cabelos e sussurrando cobras e lagartos em teu ouvido. Ah, Parceiro Ilustre, não há nada que se compare ao correr de tua língua e o alisar de tua mão. O teu olhar é viciante, e o teu cheiro de delícia rústica me compadece de prazer que a dor citada anteriormente é enraizada no meu íntimo por saber que o teu máximo é breve. Entretanto, és delirante em tudo, até mesmo nas circunstâncias, pois traz a tona um solavanco de deleite com a confirmação de nossas emoções trançadas com a liberação do teu interno que me finaliza silenciosamente gritante: líquido.


Melissa Azevedo